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TOYOTA COROLLA ALTIS HYBRID PREMIUM FLEX – 3ª SEMANA

AUTOentusiastas - 16/03/2020

Roberto Agresti recomenda:


A semana número 3 do Corolla Altis Hybrid ocorreu como planejado, ou seja, ênfase total no uso urbano e a volta do álcool ao tanque. Rodei quase 400 quilômetros “picados”, percursos curtinhos na cidade de São Paulo, ora encarando congestionamentos, ora circulando fora dos horários de pico.

Sobre a volta do álcool, queria usar tal combustível para fazer uma contraprova: segundo a Toyota, o carro me foi entregue (de tanque cheio) abastecido com álcool. Porém, sendo um carro de frota de imprensa, vai saber como abasteceu o colega que testou o carro antes de mim? Por isso fiz questão de praticamente secar o tanque e voltar ao derivado da cana-de-açúcar puro depois do tanque de gasolina consumido na segunda semana de teste.

Tal qual o AE, a Toyota não aderiu ao novo nome do combustível produzido a partir da cana-de-açúcar…

Ser “flex” é a grande primazia deste motor de 1,8 litro importado do Japão. De fato, motor e câmbio chegam prontinhos da terra do Sol Nascente para serem montados nos Corolla Hybrid na fábrica de Indaiatuba, interior paulista. A Toyota trabalhou duro para deixar esta unidade motriz dentro de um padrão elevado, no qual a preocupação maior — além do bom funcionamento — visou o cuidado com superfícies e materiais que entram em contato com o álcool, combustível sabidamente mais corrosivo que a gasolina. Nada de novo sob o sol: desde os primeiros carros a álcool na década de 1980 que o discurso é este — a proteção contra corrosão —, mas certamente a tecnologia “voou” neste grande espaço de tempo.

A Toyota é uma marca que prima pela confiabilidade de seus modelos, mas é claro que os 8 mil km rodados deste Altis Hybrid do Teste de 30 Dias não são suficientes para gerar problemas de nenhuma ordem por conta do uso do álcool, e assim cabe apenas relatar impressões de funcionamento usando o combustível “verde”.

Números de consumo no uso urbano são empolgantes

Muda algo na passagem da gasolina para o álcool? Sinceramente, nada, ou quase: na ficha técnica consta que há um incremento de 3 cv na potência máxima do motor a combustão quando o álcool é usado, passando de 98 cv a 5.200 rpm para 101 cv à mesma rotação. Ínfima diferença, ainda mais mascarada pelas razões que expliquei no texto referente à segunda semana, dizendo que o Corolla Hybrid induz o motorista a uma tocada calma, sem exageros no acelerador, padrão no qual dificilmente estes três cavalinhos a mais podem ser percebidos.

O que de fato notei — ou tive a impressão de notar — é que de manhã, ao ligar o carro na garagem depois de uma noite inteirinha desligado, o motor a combustão quase sempre entrava em funcionamento para carregar a bateria quando é etanol que está no tanque. Usando gasolina, em algumas manhãs apenas o elétrico entrava em cena. Porém, isso pode ser algo relativo ao padrão de uso precedente, não ao combustível, ou seja, se ao estacionar na noite anterior a bateria estivesse com carga total ou quase.

Importante mesmo é contar para você que, seja com álcool ou gasolina, o Corolla Hybrid segue sendo um tremendo carro. Quando o motor a combustão liga (coisa que acontece independentemente da vontade de quem dirige) aparece uma leve vibração no assoalho e pedaleira, leve mesmo, e através dos gráficos (tem no painel e na tela do sistema multimídia) quem dirige fica sabendo o que está acontecendo, se apenas recarga da bateria ou se também tração. Na prática, o que confirmei é que rodando na porção de São Paulo na qual resido, plena de sobes e desces, a parceria entre o quatro em linha de 1,8 litro e o motor elétrico é impecável: são como irmãos fraternos, um ajudando ao outro conforme a situação.

Nessas três semanas o Corolla Altis Hybrid se mostrou competente, confortável e econômico

Ladeirão? Combustão! Rua plana ou descida? Elétrico! E tudo isso com um conforto de marcha de altíssimo nível, sempre colocado à dura prova pelo desastre completo que é a pavimentação paulistana. De vidros fechados, ar ligado, o que mais se ouve é a rolagem dos pneus no solo, não por que sejam de um tipo rumoroso, mas sim pelo fato de que o silêncio na cabine é referência. Em vias expressas, em velocidades entre 70 e 90 km/h, tal silêncio persiste, fazendo deste Corolla híbrido um dos carros mais confortáveis que passou pelas minhas mãos do ponto de vista acústico, mas não só.

A conformação dos bancos é excelente. O do motorista, com ajustes elétricos, exato para meu esqueleto. Andei no banco de trás e considerei o padrão de conforto ótimo, e a única ressalva a fazer é relativa aos apoios de cabeça, fixos para os passageiros que ocupam as janelas, ressalva esta não de ordem prática mas estética: simplesmente preferiria ver todos os apoios de cabeça ajustáveis como é o central.

Só o apoio de cabeça do passageiro do meio tem ajusta de altura; por questão de princípio eu gostaria que todos tivessem

Ambos os encostos rebatidos

Com os encostos do banco traseiro rebatidos fica um degrau, mas não impede a colocação de bagagem

Falando do banco traseiro, necessário comentar que mesmo sendo um sedã o Corolla permite o rebatimento do encosto do banco traseiro na razão 30:70, algo ótimo para a eventual necessidade de transportar objetos longos. E, sim, a o descansa-braço central com suporte de copos… Executivos estão entre os clientes preferenciais deste sedã, ou não?

Quanto ao porta-malas, apesar de não ter tido a oportunidade de fazer minha clássica viagem com carro lotado de gente e bagagem, os 470 litros não devem deixar nenhum dono de Corolla chateado, pelo contrário. Idem com respeito à qualidade do revestimento do compartimento, no qual o estepe (de uso temporário) está sob o assoalho e não sob a carroceria.

O estepe é temporário só por questão legal, pois é 205/65R16V, apenas 4 mm maior em diâmetro (0,6%) que os demais 225/45R17W, que por isso cabem no poço do estepe

A escolha de pneus de perfil 45 para um sedã tranquilo pode ser considerada uma mera concessão estética tendo em vista não serem exatamente o tipo de pneu mais confortável e, infelizmente, são mais sujeitos a danos no flanco por conta da pequena distância entre roda e piso. Porém, em uma noite chuvosa cai em uma cratera com a roda dianteira direita, um impacto violento que me deu a imediata certeza de ter danificado não apenas pneu como também a roda e, talvez, até a suspensão. Prossegui, prestando atenção e… nada! Volante alinhado, sem puxar. Ao chegar à garagem, conferi que felizmente não ocorreu nenhum dano (ao menos visível) no conjunto roda-pneu. Ponto para os Dunlop made in Brazil. Outro aspecto relativo ao uso urbano diz respeito à altura livre em relação ao solo: a frente e a traseira não entram em contato com o piso com grande facilidade, mas exigem certo cuidado para que isso não ocorra.

Os pneus Dunlop SP Maxx mostraram seu valor tanto no comportamento no seco e no molhado, quanto na resistência dos flancos nos impactos em buracos

É necessáio cuidado em situações como essa

De acordo com o computador de bordo, que a cada vez que o carro é ligado dá início a uma medição de consumo, a pior marca obtida foi de 8,9 km/l, uma cifra que julgo boa para as condições de utilização específicas. Creio que qualquer sedã do porte do Corolla não faria melhor do que 5 km/l em percurso igual. Já a melhor marca foi de 18,7 km/l, realizada em trecho tremendamente congestionado, percurso feito em cerca de 20 minutos quando o trânsito está livre que acabou levando mais de uma hora. E é esse o ponto alto do Altis Hybrid, o “quanto pior, melhor”: no trânsito travado o motor elétrico é o rei. Basicamente, é só ele que movimenta o carro com o motor a combustão entrando em cena apenas para carregar a bateria.

Aspectos especificamente relativos ao uso urbano também colocam este Corolla em destaque: a direção eletroassistida, a visibilidade oferecida pelos retrovisores, os dispositivos de auxílio a manobras (câmera de ré com guias) e até mesmo o sistema de segurança pré-colisão, que “entende” situações de iminente colisão frontal emitindo sinal sonoro e aplicando pressão nos freios, que pode ser configurado em três níveis de intervenção e inclusive ser desabilitado.

Organização e montagem de quem sabe fazer as coisas

Ao lado do botão giratório a arma contra motoboys desrespeitosos: recolhimento dos espellhos

Na esquerda, o controle de altura do facho dos faróis e, ao lado, o interruptor do comutador automático de farol alto/baixo

O que mais? Mais tudo aquilo que você espera de um carro moderno e altamente tecnológico: iluminação full LED, regulagem de altura de faróis, comutação automática alto/baixo, controle de estabilidade, tração, assistente que segura o carro no freio nas partidas em ruas íngremes, e um volante com uma infinidade de botões para comandar sistema multimídia e muito mais. O que o Altis Hybrid não tem? Possibilidade de troca de marchas através de borboleta ou mesmo da alavanca, não tem freio de estacionamento eletromecânico e tampouco sensores de proximidade dianteiros ou traseiros para auxílio em manobra.

A quantidade de porta-objetos na cabine é razoável. Idem quanto a sistemas facilitadores da vida como rebatimento de espelhos retrovisores, chave presencial com tecla para abrir o porta-malas e botão liga/desliga no painel. Operar o sistema de climatização é intuitivo e o mesmo vale para a tela tátil plantada no meio do painel que, para mim, mereceria ser escamoteável. Acho pouco feliz, esteticamente falando, aquela “televisãozinha” da qual não é possível se livrar. Por outro lado, o espelhamento de aplicativos que uso com frequência como o Waze e o Spotify é imediato, bastando espetar o cabo em uma porta USB na parte baixa do painel.

Eu preferiria uma tela escamteável; linhas de referência dinâmicas ajudam bastante ao manobrar

Para a semana final, o de sempre: levar o Toyota Corolla Altis Hybrid à Suspentécnica e olhar atentamente suas entranhas com a parceria do colaborador Alberto Trivellato. Desconfio que vamos gostar do que veremos…

RA

Leia os relatórios anteriores: 1ª semana 2ª semana

Toyota Corolla Altis Hybrid premium flex

Dias: 21

Quilometragem total: 1.261 km

Distância na cidade: 870 km (69%)

Distância na estrada: 391 km (31%)

Consumo médio: 12,4 km/l

Melhor média (álcool): 18,7 km/l

Pior média (álcool): 8,9 km/l

Melhor média (gasolina): 22,4 km/l

Pior média (gasolina): 12,1 km/l

FICHA TÉCNICA TOYOTA COROLLA HYBRID 2020

MOTOR A COMBUSTÃO

Designação 2ZR-FXB

Descrição Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, injeção no duto, duplo comando de válvulas acionado por corrente, variador de fase na admissão inteligente, 4 válvulas por cilindro, ciclo Atkinson, flex

Diâmetro x curso (mm) 80,5 x 88,3

Cilindrada (cm³) 1.798

Taxa de compressão (:1) 14

Potência máxima (cv/rpm, G/A) 98/101/5.200

Torque máximo (m·kgf/rpm, G/A) 14,5/3.600

MOTORES ELÉTRICOS

Tipo Corrente alternada, síncrono, MG1 e MG2

Potência máxima (cv) 72

Torque máximo (m·kgf/rpm) 16,6

Potência máxima combinada(cv) 122

Torque máximo combinado (m·kgf/rpm) n.d

BATERIA DE TRAÇÃO

Tipo Níquel hidreto metálico

Tensão (V) 201,6

Capacidade (kW·h) 1,31

TRANSMISSÃO

Conexão motor-câmbio Conversor de torque

Câmbio Transeixo híbrido, modos Normal, Eco, Power e EV, tração dianteira

Relações das marchas máx. e mín. (:1) n.d.

Relações de diferencial (:1) n.d.

SUSPENSÃO

Dianteira Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra antirrolagem

Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra antirrolagem

DIREÇÃO

Tipo Pinhão e cremalheira eletroassistida, indexada à velocidade

Diâmetro mínimo de curva (m) 11,6

Relação de direção média (:1) n.d.

N° de voltas entre batentes 2,8

Diâmetro do volante de direção (mm) 370

FREIOS

De serviço Hidráulico, duplo-circuito em diagonal

Assistência A vácuo por bomba

Dianteiros (Ø mm) Disco ventilado/nd.

Traseiros (Ø mm) Disco/n.d.

Controle ABS (obrigatório), distribuição eletrônica das forças de frenagem e assistência à frenagem

De estacionamento Mecânico por alavanca, ação nas rodas traseiras

RODAS E PNEUS

Rodas Liga de alumínio 6,5Jx17

Pneus 225/45R17W (Dunlop SP Maxx)

Estepe 205/55R16H (temporário, 80 km/h)

PESOS (kg)

Em ordem de marcha 1.440 (Premium 1.445)

CONSTRUÇÃO

Tipo Monobloco em aço, sedã, 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro e traseiro

AERODINÂMICA

Coeficiente de arrasto (Cx) 0,28

Área frontal calculada (m²) 2,07

Área frontal corrigida (m²) 0,579

DIMENSÕES EXTERNAS (mm)

Comprimento 4.630

Largura sem/com espelhos 1.780/2.079

Altura 1.455

Distância entre eixos 2.700

Bitola dianteira/traseira n.d/n.d

Distância mínima do solo 148

CAPACIDADES (L)

Porta-malas 470 (com encostos rebatidos n.d)

Tanque de combustível 43

DESEMPENHO

Aceleração 0-100 km/h (s) 11,3

Velocidade máxima (km/h) 180

Velocidade em modo EV (km/h) Até 50

CONSUMO INMETRO/PBEV

Cidade (km/l, G/A) 16,3/10,9

Estrada (km/l, G/A) 14,5/9,9

GARANTIA

Garantia (anos) Cinco

Garantia do sistema híbrido, inclusive bateria (anos) Oito

Tags: Corolla Hybrid RA Roberto Agresti

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