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Os motores Cummins que marcaram a história dos 50 anos no Brasil

Por Automotive Business  - 20/12/2021

Empresa foi responsável pela produção de propulsores que fizeram sucesso em picapes, ônibus e caminhões

Ao completar 50 anos de existência no Brasil em 2021, a Cummins tem motivos de sobra pra celebrar. Nas cinco décadas de operação nesta região, a líder em tecnologia foi responsável por produzir motores históricos, que marcaram presença e ajudaram a impulsionar a indústria automotiva nacional.

A história dos motores Cummins em solo brasileiro começou em 1985 com o lendário N-855. Desenvolvido para grupos de geradores, aplicações agrícolas e também de construção, ele representou o fim da dependência da importação de motores a diesel estacionários de alta rotação.

Fornecendo motores para caminhões e picapes

A partir do fim daquela década, a Cummins se tornou uma das principais fornecedoras de motores para a indústria automotiva brasileira.

A empresa ingressou de vez no mercado de motores para veículos pesados em 1986. Na época, os aclamados motores a diesel da Série C atuavam na faixa de 150 a 250 cv e tinham foco em serviços pesados.

A versatilidade do motor foi comprovada pela ampla gama de aplicações e evoluções ao longo dos anos.

“Começamos com 150 cv no mercado de caminhões e atingimos os 310 cv quando a Volkswagen lançou o 18.310 Titan. A evolução chegou a 320 cv, com aplicação em caminhões Ford e VW”, diz Luis Chain Faraj, diretor de Serviços da Cummins Regional e gerente técnico no México, América Central e do Sul.
Em 1989, a empresa lançou a primeira linha desenvolvida para picapes e caminhões leves. Os motores da série B tinham faixa de potência entre 100 e 180 cv, e duas versões: uma de quatro cilindros e 3,9 litros de cilindrada e outra com seis cilindros e 5,9 litros de cilindrada.

Durante os anos 90, a empresa firmou uma parceria com a Ford Caminhões para fornecer os motores para a linha Cargo. Impulsionada pelo acordo, a Cummins lançou o primeiro motor desenvolvido exclusivamente para picapes e caminhões leves.

O Série B tinha quatro cilindros em linha, com variações como o 4BT, cuja aplicação principal se dava em caminhões médios e médios-pesados, como o Ford F-4000. Este propulsor também foi o primeiro da Cummins a ser aplicado em uma picape: duas variações equiparam a Ford F-250 entre 1998 a 2012, chegando a 200 cv.

Parceira de longa data, a International Navistar também utiliza motores Cummins. A empresa produz caminhões no país desde 1998 e começou a vender seus produtos no mercado brasileiro em 2010. Todos os veículos utilizam a linha de motores ISM de 11 litros, que gera até 450 cv.

Nova geração de motores

As linhas de motores eletrônicos ISB 4 e ISB 6 estrearam no país em 2003. Ambos traziam um Módulo Eletrônico de Controle (ECM), capaz de diagnosticar eventuais falhas e apontar ocorrências para evitar problemas futuros. A Cummins se tornou o líder de mercado no segmento de semipesados com o motor ISB 6 que equipava os caminhões Volkswagen e Ford.

Em 2009, a Cummins lançou os modernos motores ISF e ISL. Atualmente, a empresa fornece os motores ISF 2.8 e ISF 3.8 para toda a linha Delivery, da Volkswagen. Ambos atendem às normas de emissões de poluentes Proconve P7 / Euro 5.

Outro cliente da empresa é a Ram, que utiliza um conjunto turbodiesel de 6,7 litros na gigante 2500. Na picape americana, o conjunto de 365 cv e 110,7 kgfm passou por algumas modificações por conta das normas de emissões de poluentes e pela composição do combustível.

Gás natural e eletrificação estão no radar

Sobre o futuro, Luís afirma que a Cummins acompanha a evolução da eletrificação. Entretanto, a empresa acompanha a demanda de seus clientes e acredita em vida longa para os motores a combustão, especialmente em fontes alternativas como os biocombustíveis e gás natural.

“A Cummins fez e está fazendo investimentos em tecnologias alternativas, mas enxergamos que ainda há espaço para motores a combustão interna. São várias aplicações na América Latina com motores movidos a gás natural em caminhões pesados e ônibus. Sem dúvida é uma alternativa interessante em alguns mercados”, conta.

Apesar disso, a empresa acompanha atentamente os avanços da eletrificação.

“Nós acreditamos que ainda existe espaço para os motores a combustão interna e também para os combustíveis alternativos, especialmente na América Latina, justamente porque talvez ainda não exista demanda tão latente pela eletrificação. Entretanto, estamos atentos à eletrificação e conversamos constantemente com nossos clientes para desenvolver produtos nesse setor”, conclui Luis.

 

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